O mais representativo poeta do Modernismo português, publicamente apresentado, em 1915, nas páginas da revista Orpheu, nasceu em Lisboa, em 1888. Não cabendo, estética e psicologicamente, na estreiteza de uma só personalidade, desdobrou se em individualidades humano-literárias, de que se destacam os seus três heterónimos (Caeiro, Campos e Reis) e o semi-heterónimo Bernardo Soares, autor, por ele, do Livro do Desassossego.
Precocemente falecido, em 1935, deixou como legado algumas centenas de páginas impressas e uma inesgotável arca carregada de inéditos que o confirmaram como um dos maiores escritores europeus do século XX. |