Lopes, Adília
 

Pseudónimo de Maria José da Silva Viana Fidalgo de Oliveira (1960, Lisboa). Começa por publicar Um Jogo Bastante Perigoso, em edição de autor (1985). A partir daí, e com produção intensa, tem sido editada por diferentes chancelas, tais como Frenesi, & etc., Black Sun, Angelus Novus ou Mariposa Azual, fazendo de certo modo o pleno das «editoras étnicas». Foi produzindo, ao longo de 80 e 90, a deflação pós-moderna dos mitos do poético (e do poético-místico) modernos ou menos modernos, numa linguagem falsamente regida pela ortodoxia gramatical dos simultaneamente pobres de vocabulário. Ao mesmo tempo, o traço, entre o pop e o conceptual, da sua obra, foi criando uma zona de discrepância, não raro fulgurante, em relação aos hábitos da tribo, quer a do poético-retro de 90, quer a do underground que, a vários títulos, foi a sua por mais de uma década.

Coligiu os seus livros de poemas em Obra (2000), onde incluiu, ainda, o inédito O Regresso de Chamilly. Com esse volume, e o seu impacto público (idas à TV, crónicas no Público), ascendeu momentaneamente ao star system lusitano, tornando-se autora de culto real no Brasil, onde viu editada uma Antologia sua (2002). Os últimos livros propõem um franciscanismo global, da forma cada vez desinvestida do texto à simpatia pelos entes mínimos e abjectos, numa revisitação agónica de um cristianismo verdadeiramente primitivo.

Na Angelus Novus publicou O Poeta de Pondichéry seguido de Maria Cristina Martins (1998) e Irmã Barata, Irmã Batata (2000).

 
 
 
 
 
     
     
     
    Logo Adobe Reader Adobe reader | Logo Adobe Flash Player Adobe Flash Player