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Zentralpark
Sobre o livro
O nº 2 de Zentralpark é integralmente dedicado à questão dos Intelectuais. Organizado por Luís Mourão, reproduzem-se me seguida alguns excertos do seu Editorial a este número:
Mas este número não é um balanço sobre a questão de «os intelectuais». É verdade que acontece num momento em que a viragem de século permite e convida a vários balanços, e que segundo um deles, aliás de pertinência inatacável, o século XX terá sido (entre outras coisas, seguramente) o século dos intelectuais. É verdade também que em alguns dos seus artigos há uma ideia mínima de balanço que os move, mas dir-se-ia que se trata mais de um efeito secundário que de um objectivo intencionalmente principal, que esse é o de dar conta de uma mudança. De facto, a figura do intelectual deslocou-se e foi deslocada. É sobre esse pano de fundo, que por tão consensual pouco permite compreender, que cada artigo traça a sua deriva específica e cada entrevista recolhe o itinerário de uma voz: um «zentral parque» de muitas entradas e saídas, que afinal pouco se distingue dos bairros da cidade e da periferia a perder de vista que eles são uns para os outros. Leia uma breve entrevista com . |
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