Ed.: Américo Lindeza Diogo, André Jorge, Osvaldo Manuel Silvestre
ISBN: 1415-9767
Data: 2001
Pp.: 197
PVP: € 12.5
Preço Online: € 11.36
 

 
 
 

Inimigo Rumor - Revista de Poesia. Nº11

Sobre o livro

«A poesia existe em linguagens, e não sem apreensão face à linguagem»
Do Editorial

 

A revista de poesia Inimigo Rumor teve o seu primeiro número publicado em Janeiro de 1997, no Rio de Janeiro, pela Editora 7 Letras. Dirigida ao início por Carlito Azevedo e Júlio Castañon Guimarães e, à data de edição do nº 11, pelo mesmo Carlito Azevedo, Augusto Massi e Marcos Siscar, a revista, de periodicidade semestral, publicou em 2001 o seu nº 10, o que é sempre de assinalar em publicações de poesia, dadas as consabidas dificuldades de mercado que este género literário enfrenta. 

Com esses 10 números, Inimigo Rumor conseguiu alcançar no Brasil um estatuto de revista de referência nas publicações periódicas que se dedicam à poesia contemporânea. Assim, as páginas de Inimigo Rumor deram guarida às vozes mais significativas da poesia brasileira de hoje, de Haroldo e Augusto de Campos a Marcos Siscar, Simone Brantes, Italo Moriconi ou Paulo Henriques Britto, passando por Cacaso, Ana Cristina César, Francisco Alvim, Duda Machado, Júlio Castañon Guimarães, Dora Ribeiro, Sebastião Uchoa Leite, Eudoro Augusto, Arnaldo Antunes e tantos outros

A revista evidenciou sempre a preocupação de publicar, em traduções cuidadas, alguns dos grandes nomes da poesia moderna. Refiram-se os nomes de Paul Celan, Frank O'Hara, Osip Mandelstan, Federico García Lorca, Francis Ponge, Wallace Stevens, e. e. cummings, Gertrude Stein, René Crevel, José Angel Valente, etc.

Ao mesmo tempo que prestava uma atenção especial à edição de textos poéticos, a Inimigo Rumor distinguiu-se pela importância da sua componente ensaística, na qual pôde contar com os nomes de maior relevo no Brasil, de Antonio Candido (ensaísta galardoado com o Prémio Camões) a Luiz Costa Lima, Heloisa Buarque de Holanda, Sergio Alcides, Ronald Polito, Horácio Costa, etc. Ainda no campo da ensaística, a Inimigo Rumor incluiu desde cedo a participação de nomes estrangeiros como Michel Deguy, Jacques Roubaud e outros, revelando ainda a intenção pedagógica de traduzir para português ensaios fundamentais sobre lírica de autores como Erich Auerbach, Gerard Manley Hopkins ou Jacques Derrida.

Na sequência de uma redobrada atenção concedida à poesia portuguesa, materializada num dossier dedicado à jovem poesia portuguesa no nº 9, e no dossier dedicado no nº 10 a Adília Lopes (poemas da autora, entrevista e ensaios sobre a sua obra), a direcção de Inimigo Rumor propôs que a revista passasse, desde o nº 11, a ser uma publicação luso-brasileira, em regime de co-edição entre, do lado brasileiro, a editora 7 Letras e, do lado português, as editoras Angelus Novus e Livros Cotovia. A direcção da revista passou assim a integrar, além dos brasileiros Carlito Azevedo, Augusto Massi e Marcos Siscar, os portugueses Américo Lindeza Diogo, André Jorge e Osvaldo Manuel Silvestre, assegurando Carlito Azevedo e Osvaldo Manuel Silvestre a Coordenação do Projecto.

Convirá referir que uma revista com este perfil, em bom rigor, nunca existiu: de facto, a componente brasileira de Orpheu foi mais simbólica do que efectiva, o que se viria a repetir largamente com a presença; e, do lado brasileiro, a presença portuguesa no diálogo com a poesia e a literatura brasileira das últimas décadas, tem vindo a esbater-se e a ser substituída por um diálogo preferencial ou com a América Latina, ou com a Europa Central (França, Inglaterra e Alemanha, sobretudo), ou com a América do Norte. Daí a acrescida importância de uma publicação pensada sem condescendências nem falsas amizades, mas sim como um espaço de mútuo (re)conhecimento.

A revista manteve-se semestral, como vinha sendo até ao nº 11, e no primeiro número desta nova série, incluiu, pela parte portuguesa:

 

1)     Uma entrevista com Herberto Helder;

2)     Um ensaio de Américo Lindeza Diogo sobre Herberto Helder;

3)     Uma entrevista com António Franco Alexandre;

4)     Um ensaio de Pedro Serra sobre António Franco Alexandre;

5)     Poesia de Manuel Gusmão;

6)     Poesia de Paulo José Miranda;

7)     Poesia de Ana Luísa Amaral;

8)     Um ensaio de Osvaldo Manuel Silvestre sobre Ana Luísa Amaral;

9)     Um ensaio de João Barrento

 
 
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