Trad.: Ana Bela Almeida
ISBN: 978-972-8827-41-0
Data: 2008
Pp.: 118
Capa: Capa dura
PVP: € 9
Preço Online: € 8.10
 

 
 

A Ovelha Negra e outras fábulas

Monterroso, Augusto

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Sobre o livro

Publicada em 1969, A Ovelha Negra e outras fábulas, de Augusto Monterroso, é justamente considerado um clássico da microficção hispano-americana. Recorrendo à forma da fábula e percorrendo, com um tom entre o irónico e o sarcástico, quer as reminiscências do fabulário da tradição ocidental, quer uma vasta série de tópicos de ordem ético-moral, filosófica, religiosa ou política, Monterroso edifica um livro breve mas de uma admirável coerência compositiva.

Em suma, uma obra inesquecível.

Recensões

Chegam agora às livrarias portuguesas, pela mão da renovada Angelus Novus, dois sacerdotes do género, depois de, na última edição das Correntes d’Escritas, ter sido lançada a Primeira antologia de microficção portuguesa, pela Exodus. Falamos de Augusto Monterroso (1921-2003), escritor guatemalteco, praticante convicto do micro-conto. A ovelha negra e outras fábulas (118 pp, 9 euros) é um bestiário pessoal, escrito após uma cuidada observação da fauna do jardim zoológico da Cidade do México. E falamos ainda de Rui Manuel Amaral (n. 1973), que anima o blog Dias Felizes, laboratório de ensaio para esta sua Caravana (170 pp, 12, 30 euros).

A ironia é um traço comum aos dois autores, ainda que o primeiro a explore através do humor, do sarcasmo e da paródia, enquanto o segundo opte sempre pelos caminhos do absurdo. Monterroso deixa implícito a contradição da espécie humana, retratada através dos animais que com ela se assemelham. Amaral, por seu turno, mostra-nos impossibilidade de compreensão da ‘moral da história’, sobretudo devido ao seu narrador, que muitas vezes abandona as personagens à sua sorte. Ambos, no entanto, dominam a arte de bem contar em poucas palavras, sendo que os escassos recursos não impendem a boa caracterização dos ambientes e das situações.

Depois de lidas, estas obras impõem uma redefinição do ditado: «Quem lê um microconto, escreve logo outro a seguir». As páginas finais destes livros, deixadas propositadamente em branco, com limite máximo de linhas e tudo, para não se entusiasmar, sugerem isso mesmo.

Luís Ricardo Duarte, Blogue do JL [http://bloguedeletras.blogspot.com/2008/04/quem-l-um-microconto.html]

Na mesma editora, uma outra proposta de um mestre da pequena ficção, Augusto Monterroso, nascido nas Honduras e que passou grande parte da vida no México (de quem a Oficina do Livro publicou, merecida e recentemente, O Resto É Silêncio, na sua colecção Ovelha Negra). O humor e a imaginação, aliados em tom de parábola, constroem pequenas pérolas de depuração.

João Morales, Os meus livros, nº 63, Maio 2008

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