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Um Intelectual na Fobolândia Sobre o livro
Um Intelectual na Fobolândia. Estudos sobre o ensaísmo de Fidelino de Figueiredo interroga o corpus ensaístico fideliniano enquanto ‘lugar’ onde se conjuga uma representação do papel do intelectual – sendo factor preponderante o construto geracional –, uma aproximação crítica ao género ‘ensaio’ e uma (re)visão do projecto da Modernidade.
Neste sentido, à falência da épica cultural moderna – diagnóstico modulado por diferentes ensaios de Fidelino de Figueiredo – opõe-se uma atitude de resistência mediada pelo reforço do pensamento como imperativo ético. Por outro lado, os estudos aqui reunidos investigam a presença do intelectual português no âmbito cultural de língua espanhola.
A produção ensaística de Fidelino de Figueiredo (1888-1967) gozou, sobretudo durantes as décadas de 20 e 30 do século XX, de uma considerável reputação em Espanha. As Duas Espanhas (1932) foi, neste sentido, o livro que conheceu maior repercussão, a que há que acrescentar Pyrene (1935), onde expõe e procura sistematizar um programa de estudo comparado das literaturas portuguesa e espanhola.
Para Fidelino de Figueiredo, ‘Espanha’ era ‘tema do nosso tempo’, isto é, problema a exigir do intelectual reflexão crítica. O topos de uma Espanha dupla é uma das fórmulas que veio a assumir o chamado «problema de Espanha», e em cujo campo bibliográfico se inclui As Duas Espanhas. Leia uma breve entrevista com . |
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