ISBN: 972-8115-63-6
Data: 2001
Pp.: 120
PVP: € 12.6
Preço Online: € 11.34
 

 
 

Vergílio Ferreira: Excesso, Escassez, Resto

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Sobre o livro

Em Vergílio Ferreira: excesso, escassez, resto, Luís Mourão, hoje uma dos mais consagrados leitores da obra do grande romancista, reuniu os seus ensaios sobre Vergílio Ferreira, a maior parte deles publicados na Colóquio/Letras. O autor dedicou já ao romancista um livro e parte siginificativa de outro.

 

Este livro é pois um regresso que de certo modo fecha um ciclo, podendo ser lido como um balanço pessoal da leitura actual de uma obra maior da literatura portuguesa contemporânea.

Recensões

No segundo ensaio do conjunto, «Em nome da Terra ou o Não e o Sim», Luís Mourão parece corroborar-nos, ao notar que «nos últimos romances de V. F., o destinatário é uma casa vazia», não sendo este vazio subtraível, afinal, à desreferencialização pós-moderna que viu nascer o referido romance. Mas a transmutação das visões sobre o romance, para não dizer sobre o mundo, ocorrida ao longo do século que findou, às quais a obra de Vergílio foi verdadeiramente transversal, não deixa de colocar as mais subtis interrogações.

 

O ensaio quetítulo ao livro, subintitulado «Posições do Sujeito em Aparição e Para Sempre», procura uma ponte entre duas obras de diferentes períodos. Sendo o estilo «uma posição do sujeito no discurso», este ensaio propõe compreender similitudes e continuidades em romances cronologicamente afastados (…) que permite observar o fluxo da sua obra desde o registo realista ao do romance pós-moderno, alojando todas as evoluções que a obra sofreu.

 

em «Panlogismo, Pantagrismo e o Saber Mais do Romance, uma leitura de Mudança», regredimos cronologicamente, mas encontramos um arsenal metodológico aberto a várias frentes, não para confirmar uma tese, mas para sustentar a validade de duas concorrentes, do próprio Vergílio. Mudança é, como se sabe, o romance tido como ponto de viragem do registo realista para algo além dele, que propõe a dúvida como método visceral – o registo existencialista, para abreviar. Sustenta-se aqui que não ocorreu «verdadeiramente uma viragem; apenas se acabou um modo de fingimento e se assumiu aquilo que sempre se fora»; e por outro lado, que «houve uma viragem, e ela foi ao mesmo tempo lógica e involuntária».


Sandra
Augusto França, «À Luz de Vergílio», in DNA, Diário de Notícias, 3 de Agosto de 2002

 
 
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