ISBN: 972-8827-01-6
Data: 2003
Pp.: 40
PVP: € 8.4
Preço Online: € 7.56
 

 
 

Fractura
A Condição Homossexual na Literatura Portuguesa Contemporânea

Sobre o livro

Existe literatura gay em Portugal? Literatura gay e literatura homossexual são uma e a mesma coisa? Quais os parâmetros pelos quais podemos avaliar se determinado escritor português é um autor gay? Na literatura portuguesa contemporânea, que obras são susceptíveis de leitura gay? E de leitura homossexual? Podemos lê-las em clave camp, ou queer? 

Foi para equacionar estas questões que
Eduardo Pitta escreveu Fractura. E fractura porquê? Porque o efeito borderline da líbido itinerante provoca uma fractura literária.

Leia uma breve entrevista com .

Recensões

A recepção crítica de Fractura... [...] é já um «case study». A artilharia crítica tem-se debruçado, com espantosa tresleitura, sobre três aspectos absolutamente laterais ao texto. Em primeiro lugar, a crítica à deriva metodológica da própria área de estudos da teoria «queer», de que Eduardo Pitta utiliza o protocolo e o sistema [...] Um segundo aspecto prende-se com a leitura «moral» de determinados autores [...] A leitura «queer» surge, portanto, como fractura [...] 

Esta parece-me ser a terceira questão: a definição prévia, o denominador mínimo comum, do que os vários lados da barricada podem entender como o objecto dos estudos «queer» [...] Pitta descobre vários motivos, muitos dos quais impressionantes pela sua omnipresença no imaginário português [...] 

A identificação de supressões que este livro pratica é necessária e revivificadora, apesar das idiossincrasias dos estudos «gay» que podem ferir a sensibilidade (ou o rigorismo teórico) de alguns leitores [...] Discorde-se do objecto ou não, a existência deste ensaio é desde já um marco cultural.


Pedro Sena-Lino, suplemento Mil Folhas, Público, Lisboa, 2004.

 

 

Li um muito interessante ensaio de Eduardo Pitta que saiu recentemente em opúsculo intitulado Fractura. A Condição Homossexual na Literatura Portuguesa Contemporânea. O autor identifica os momentos e os autores, homossexuais ou não, em que a homossexualidade surge na literatura portuguesa. E são bastantes [...] Escrito numa linguagem mais tensa do que é habitual num ensaio literário, formulando uma tese inicial que depois fica diluída no texto (sobre a dificuldade de aplicar ao caso português o padrão da literatura gay americana), o ensaio enuncia as relações do relato homossexual na literatura com uma «ética da desobediência», a pretexto de Cesariny [...] Vale a pena ler.


Pacheco Pereira, blog Abrupto, 2003.

 

 

Eduardo Pitta [...] estreou-se na ficção com as três narrativas de Persona [...] Embora também estivesse presente na obra poética do autor, nessas histórias o universo homossexual era explicitamente tematizado. Agora, Eduardo Pitta alinha algumas ideias sobre esse domínio em Fractura... [...] Esta é ainda uma área de estudos nova entre nós [...] Fractura... é escrito no estilo habitual de Pitta: uma elegantíssima sobriedade, um tom snob e por vezes verrinoso, alguns raciocínios elípticos e justíssimos. [...] Aberto o caminho, estas tarefas ficam para próximos trabalhos, do próprio Pitta ou de terceiros.


Pedro Mexia, Diário de Notícias, Lisboa, 2003.

 
 
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