Org.: Carlos Mendes de Sousa e Eunice Ribeiro
ISBN: 972-8827–23-7
Data: 2004
Pp.: 356
PVP: € 23.20
Preço Online: € 20.88
 

 
 
 

Antologia da Poesia Experimental Portuguesa

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Sobre o livro

A partir de meados do séc. XX, assiste-se por todo o mundo — da Europa à América e ao Japão — a um surto ininterrupto de experimentalismos. Configurando-se genericamente como poéticas do significante, as poéticas experimentais maximizam as qualidades sensíveis do material sígnico, com especial ênfase para a sua dimensão visual e plástica.

 

Em Portugal, a publicação dos cadernos de Poesia Experimental 1 e 2 (em 1964 e 1966) constitui historicamente o marco desencadeador das práticas poéticas experimentais. Esta primeira fase do experimentalismo português, em que se destacam ainda as revistas Operação e Hidra, período áureo que coincide praticamente com toda a década de 60, em pleno regime ditatorial, instigou um tipo de postura esteticamente tolerante e “aberta” que por si funcionava já como um gesto urgente de ruptura.

 

A década de 70, e muito em especial o período pós-revolucionário da grande “explosão de visualismo” popular, distingue-se por um intenso movimento editorial e por uma rápida evolução das práticas experimentais em direcção a novas poéticas tridimensionais e a uma poesia de acção que pressupunha a dinamização de suportes e materiais muito mais vastos do que os exigidos pelo poema circunscrito ao espaço da página: instalações e intervenções poéticas, criação de filmes experimentais e primeiras incursões no domínio da poesia cibernética.

 

Uma decisiva expansão e diversificação das práticas experimentalistas portuguesas, com destaque para a crescente intervenção da tecnologia e para a multiplicação de acções poéticas, ocorre nos anos 80. Apresentam-se agora propostas muito diversificadas no domínio da poesia visual, da poesia sonora, da poesia-objecto, da poesia holográfica, da videopoesia e da poesia de computador, da instalação poética, em simultâneo com várias intervenções e performances.

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